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Vá procurar a sua turma

Ontem, entrei rapidamente num chat do Discord; foi a minha primeira vez por lá. Segundo a descrição, trata-se de um espaço específico para escritores.

Antes de mais nada, preciso avisar: não me considero um escritor. Não vivo da escrita, e não sou um profissional dessa arte; mas tão somente alguém tentando contar uma história. Ou até mais de uma, que seja.

Gosto sim de escrever, não nego. Mas gostar não transforma alguém num profissional exitoso de determinada área. Fosse assim, no país do futebol, seríamos todos Pelé.

O Discord tem um visual que, a princípio, não me agradou. A tela é preta e os caracteres excessivamente coloridos. No começo, fiquei um pouco confuso e perdido, mas logo me ambientei. Quanto aos participantes, sabe-se lá se são realmente escritores ou apenas jovens aspirantes e sonhadores com tempo livre de sobra.

Seja como for, ingressei tardiamente nesse campo. Falo assim porque suspeito que a IA vai mudar muita coisa daqui para frente. Aliás, isso já está ocorrendo, sejamos francos. A cada dia fica mais evidente - e desconcertante - os múltiplos textos à base de IA a circularem por aí como se tivessem sido escritos por humanos.

No LinkedIn, por exemplo, virou lugar comum posts de ChatGPT. Chega a ser ridículo, mas tem gente que sequer uma simples redação com começo, meio e fim consegue escrever.

Deveriam, ao menos, ter um pouco de pudor e colocar na nota de roda pé: texto escrito por inteligência artificial. Mas é claro que não o fazem. É aquela velha história: preferem gozar com o pipi alheio.

Bem que tentei me conectar com uma nova turma. Escrever de verdade é uma atividade, quase sempre, profundamente solitária. Considero razoável procurar por pessoas com propósitos semelhantes para, enfim, ao menos trocar ideias e compartilhar experiências.

Porém, e pensando direitinho, a minha galera sou eu e o meu computador apenas. Talvez seja, por ora, o que eu esteja de fato precisando.

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