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Uma luz no fim do túnel

Em direção ao sucesso há vários caminhos, já o fracasso precisa apenas de um único atalho para se impor.


A verdade é que a seleção brasileira inovou ao apresentar inúmeros motivos para a sua eliminação.

Mas um time sem defesa, sem ataque e sem meio de campo não poderia colher resultado diferente daquele que se viu.

Do outro lado do gramado, no entanto, um time mediano nos impôs uma derrota humilhante. A Noruega repetiu o feito da Croácia e da Bélgica em edições anteriores. Em comum, seleções europeias sem títulos, além de um futebol pouco atraente. E bastou para nos vencer.

Isso prova que diante da fragilidade de nossos adversários, a mediocridade parece não encontrar um limite quando o assunto é a decadência da seleção pentacampeã.

Pois foi-se o tempo em que a genialidade individual resolvia o jogo. Essa história de que a bola procura pelo craque não passa de um chiste. 

Ao longo da partida, fiquei com a impressão de que os brasileiros desejavam que a redonda ao seu encontro fosse. Porém, ela lhes ignorou. Sem defesa, ataque, meio campo, criatividade e talento, nos restou um gol melancólico num momento em que o tempo de reação já havia se esgotado.

Serviu não como consolo, sendo apenas a confirmação de nossa incapacidade em aceitar aquilo no que nos tornamos: um time abaixo da média.

São 24 anos sem títulos. Em 2030 serão 28, podendo virar 32 anos de jejum mais à frente.

Daqui a quatro anos, ao menos, não serei obrigado a assistir o jogador "home office" repetir o seu mau comportamento de sempre. Que a história se encarregue de reduzi-lo ao seu real tamanho.

Eis aí uma boa notícia. Talvez, quem sabe, uma luz no fim do túnel.

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