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O porvir

Não entrarei em detalhes, mas hoje é um dia importante para mim.

É daquelas datas em que tudo pode mudar, do tipo casamento, nascimento de um filho ou mesmo uma perda trágica e inesperada, porque a vida não é feita só de purpurina.

Se tudo der certo, como ia dizendo, as coisas irão se transformar na minha vidinha e será para bem melhor.

Tenho a estranha sensação de estar imerso numa simulação. Isso acontece com você também? Não acredito que a vida seja uma sucessão desconectada de acontecimentos aleatórios. Sim, estou me referindo a uma espécie de destino.

Caso a minha tese esteja correta, a nossa existência é marcada não pelo livre arbítrio, mas por uma correnteza a nos arrastar para a foz que ela, a programação, bem desejar.

É claro que não posso provar o que estou dizendo, sendo tudo uma questão de ponto de vista ou um acúmulo de experiências que me permitiu ver o que talvez poucos sejam capazes de enxergar.

Quanto a você, que porventura chegou até aqui, como anda a sua programação? Sente que está no controle de sua trajetória ou, ao contrário, é conduzido por uma força irresistivelmente superior?

Em poucas horas saberei o que o programador vai demandar de mim de agora em diante. Falta pouco, mas a vontade de me antecipar aos acontecimentos é grande.

Nós humanos temos essa estranha fixação pelo futuro, não é verdade? Há até os que se consultam com videntes e cartomantes tamanha a curiosidade em relação ao porvir. Não chego a tanto. Por hoje, contento-me em esperar pelo seu desfecho e de cujas consequências nada mais será como antes. Tomara!

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