
Quando pego a estrada, prefiro trafegar pelas retas. É mais confortável e seguro.
Mas, na rodovia chamada vida, as curvas insistem em se fazer presentes com mais constância; dirigir por elas exige atenção redobrada do motorista.
Quem nunca ouviu falar daquela história de que é preciso abandonar a zona de conforto? Pensar fora da caixa e assemelhados virou arroz de festa dos coaches de internet, não é verdade?
A real é que a gente nem precisa se esforçar tanto assim para sair do padrão, pois a existência se encarrega, ela mesma, de nos desafiar o tempo inteiro.
É comum a gente desejar uma certa estabilidade. Ninguém, ou pelo menos uma ampla maioria, gosta de pisar sobre areia movediça.
Mas quando o imponderável bate à nossa porta, fazemos o quê?
É aí que entram os atalhos. Quem já pegou a Via Dutra, a rodovia mais movimentada do Brasil, sabe bem que ao sair de casa é preferível primeiro tomar uma boa dose de maracugina, porque a probabilidade de acidentes é alta demais para quem não suporta imprevistos.
Ter sonhos é normal, diria até necessário. No entanto, atingi-los requer disciplina e paciência e, não raro, uma certa sabedoria também.
Se está difícil concluir um projeto, então vejo ao menos duas opções:
Se te custa muito abrir mão de um sonho, saiba que insistir no que está dando sinais eloquentes de que há algo de errado pode custar caro. É tempo, energia, saúde e, não raro, até dinheiro jogados fora.
Por isso retorno ao atalho, pois esse é o expediente para evitar atrasos desnecessários. Porque a vida é curta demais para ser consumida por metas inatingíveis.
Abandone, sim. Não tenha medo do fracasso ou do julgamento alheio. De tentativas malsucedidas é possível tirar lições valiosas. Aprenda, de uma vez por todas, que um caminho alternativo pode ser o passo decisivo para uma vida mais feliz e cheia de significado.