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As pontes de Resende

A minha cidade tem três pontes principais: duas para automóveis e uma para pedestres.

Elas cruzam o rio, sendo essenciais para o bom funcionamento do trânsito e para a circulação de seus cidadãos e visitantes. Sem elas, a cidade entraria em colapso. 

Nossas artérias e veias também funcionam como pontes. Ligam um órgão ao outro, permitido ao corpo humano, desse modo, desempenhar tudo o que lhe é demandado.

Há doenças sérias que interrompem o fluxo sanguíneo e, quando isso acontece, a morte é certa.

Mas no lugar de unir destinos, existem os que preferem interromper caminhos.

Não quero falar da estupidez de políticos, mas de nossas escolhas.

Às vezes, erguemos muros sem nos darmos conta. 

Um certo alguém me disse que estou escrevendo um livro porque tenho tempo. Não se trata de criatividade, vontade, disposição ou até mesmo competência. Na visão dela, o meu único mérito é não ter nada melhor da vida para fazer.

A minha resposta foi imediata: cortei todos os vínculos.

Não por ser reativo ou sensível demais, e sim por imposição das escolhas que faço, prefiro estar cercado de gente que me valoriza nos gestos simples, ficando distante dos que me julgam e me condenam até nos mínimos detalhes.

Mas vale o alerta: não tente conviver com bajuladores.

Porém, se alguém se mostra incapaz de te elogiar ou mesmo de te dizer uma palavra de incentivo, me aponte um único motivo para insistir em permanecer na sua companhia.

Convenhamos, ninguém constrói pontes para ligar o nada a lugar algum. Além disso, é impossível realizar tal trabalho sozinho.

A vida só faz sentido se for vivida junto. A pessoa que te menospreza está dando sinais concretos de que não gosta de você. Quando isso acontece, cabe apenas a você se afastar.

Se deseja mais do que viver, mas ser feliz, desenvolva relacionamentos com aqueles com quem vale a pena compartilhar. Do resto, apenas se afaste. É por uma questão de segurança.

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